EUA ataca Venezuela e captura Maduro: confira a cobertura completa em tempo real da BBC de momento histórico para a América Latina

Ação militar inédita do governo Trump marcou auge da escalada de tensão entre os dois países e foi duramente criticada pela comunidade internacional. Entenda como tudo se desenrolou e seus possíveis desdobramentos.

Pontos-chave

Cobertura ao Vivo

Por Rafael Barifouse, Flávia Marreiro, Julia Braun, Giulia Granchi, Camilla Veras Mota, Leandro Prazeres, Mariana Schreiber, Mariana Alvim e Rute Pina

  1. Cuba afirma que 32 cidadãos, incluindo militares, morreram em ataque dos EUA na Venezuela

    O governo de Cuba afirmou que 32 cidadãos cubanos morreram durante os ataques americanos realizados na madrugada de sábado (3/1), que culminaram na detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

    Segundo Havana, os cubanos mortos atuavam em missões oficiais de cooperação militar e de segurança no país, a pedido das autoridades venezuelanas. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, decretou dois dias de luto nacional e classificou a ação dos EUA como um “ataque criminoso” contra a Venezuela, destacando que as vítimas teriam morrido em confrontos diretos ou em bombardeios a instalações militares.

    Na Venezuela, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, acusou as forças americanas de terem “assassinado a sangue frio” integrantes da equipe de segurança de Maduro durante a operação. Apesar das denúncias, o governo venezuelano não divulgou números oficiais de mortos ou feridos, e até agora o único balanço confirmado vem de Cuba, enquanto estimativas extraoficiais variam amplamente.

    O episódio marca uma escalada sem precedentes recentes na América Latina e aprofunda a incerteza sobre os próximos passos dos EUA na região. Além do impacto imediato, a operação reacende o debate sobre soberania, direito internacional e os riscos de instabilidade prolongada em um país que já vive uma crise profunda — com reflexos que podem ir muito além das fronteiras venezuelanas.

    Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela

    Crédito, Reuters

    Legenda da foto, Veículo destruído nos ataques dos EUA na Venezuela
  2. Após derrubada de Maduro, Trump ameaça Colômbia

    Montagem com fotos de Donald Trump ou Gustavo Petro

    Crédito, ANDREW CABALLERO-REYNOLDS and Raul ARBOLEDA / AFP via Getty Images

    Após o ataque na Venezuela e a detenção de Nicolás Maduro, Donald Trump ameaçou a Colômbia neste domingo (4/1).

    A bordo do Air Force One, avião presidencial dos EUA, o presidente americano foi questionado por jornalistas se os EUA iriam realizar uma operação militar contra a Colômbia. Trump então respondeu: "Para mim, parece uma boa ideia."

    "A Colômbia também está muito doente, governada por um homem doente, que gosta de produzir cocaína e vendê-la para os Estados Unidos, e ele não vai continuar fazendo isso por muito tempo", continuou Trump, em uma aparente referência ao presidente colombiano, Gustavo Petro.

    Trump já havia mencionado Petro e seu governo no sábado (3/1). "É melhor ele ficar esperto", disse durante a primeira coletiva de imprensa após os ataques.

    Na ocasião, o presidente americano também citou Cuba. "Cuba será um assunto sobre o qual acabaremos conversando".

    "Queremos ajudar o povo de Cuba, queremos também ajudar as pessoas que foram forçadas a sair de Cuba."

    O secretário de Estado, Marco Rubio, disse ainda: "Quando o presidente fala, devemos levá-lo a sério", acrescentando que muitos dos guardas que ajudaram a proteger Maduro durante a incursão americana eram cubanos.

    "Se eu morasse em Havana e fizesse parte do governo, no mínimo estaria preocupado", acrescentou Rubio.

  3. Após ameaça, sucessora de Maduro convida EUA a 'colaborar'

    A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, publicou uma mensagem em inglês em sua conta no Instagram neste domingo convidando os EUA a trabalhar em conjunto com a Venezuela em uma “agenda de cooperação, orientada para o desenvolvimento compartilhado, dentro da estrutura do direito internacional”.

    A mensagem, que fala ainda em soberania e equilíbrio na relação com Washington, não cita a captura de Nicolás Maduro, que está preso em Nova York.

    O texto aparece horas depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, fazer uma nova ameaça a Delcy.

    À revista The Atlantic o presidente americano disse que a interina "vai pagar um preço muito alto, provavelmente maior do que o de Maduro" se "não fizer o que é certo".

    Antes, o secretário de Estado americano, Marco Rúbio, havia dito palavras semelhantes e citado diretamente a indústria petroleira venezuelana como um dos pontos onde a presidente interina deveria agir

  4. Trump chama Venezuela de 'nossa área'

    Trump está a bordo do Air Force One, retornando de seu campo de golfe em Mar-a-Lago para Washington, e respondeu a perguntas de repórteres durante o voo.

    Questionado sobre declarações passadas contra mudanças de regime e ações de construção nacional, ele afirmou: “Está na nossa área, a Doutrina Monroe”.

    “Estamos no negócio de ter países ao nosso redor que sejam viáveis e bem-sucedidos e onde o petróleo possa fluir livremente”, disse.

    O presidente afirmou que os Estados Unidos precisam “trazer” a Venezuela “de volta” e descreveu o país como “morto”.

    “E precisaríamos de grandes investimentos das empresas petrolíferas para recuperar a infraestrutura”, afirmou.

    Mais tarde, disse que os EUA não vão investir “nada” e que o país vai “cuidar da Venezuela” e “das pessoas, incluindo os venezuelanos que vivem em nosso país e que foram forçados a deixar sua terra”.

  5. Delcy Rodríguez lidera primeiro conselho de ministros como presidente interina

    Delcy Rodríguez e conselho de ministro

    Crédito, Governo da Venezuela

    Delcy Rodríguez presidiu, na tarde deste domingo, seu primeiro conselho de ministros como presidente interina da Venezuela, cargo que assumiu após os bombardeios dos Estados Unidos que levaram à captura de Nicolás Maduro.

    Rodríguez assumiu a Presidência por um período de 90 dias, por ordem do Supremo Tribunal.

    Na imagem, ela aparece com Diosdado Cabello (à direita) e Vladimir Padrino.

  6. Por que cobriram os olhos e os ouvidos de Maduro durante sua captura?

    Nicolás Maduro

    Crédito, Truth Social/BBC

    A primeira imagem de Nicolás Maduro após ser detido no âmbito de uma operação militar dos Estados Unidos neste sábado rodou o mundo.

    Foi o próprio Trump quem compartilhou a fotografia de Maduro na rede Truth Social, no momento em que a então vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, pedia uma prova de vida após a captura do presidente e de sua esposa.

    A BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, consultou especialistas em defesa e operações militares sobre quais conclusões podem ser tiradas dessa primeira imagem, na qual Maduro aparece vestindo roupas esportivas, com as mãos aparentemente algemadas e com os sentidos bloqueados.

    Clique aqui para ler a reportagem.

  7. Novas imagens de Maduro em solo americano são divulgadas

    A agência de notícia Reuters divulgou novas imagens de Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, após eles desembarcarem em Nova York na noite de sábado.

    O casal foi levado de avião até a Base Aérea de Stewart, no estado de Nova York, e depois transportado de helicóptero até Manhattan, para o escritório da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA).

    Em seguida, foi transferido para o Metropolitan Detention Center, no Brooklyn, também de helicóptero e depois em comboio policial. Eles devem comparecer a um tribunal federal na segunda-feira, às 12h (14h no horário de Brasília).

    Nicolás Maduro

    Crédito, Reuters

    Cilia Flores

    Crédito, Reuters

    Nicolás Maduro

    Crédito, Reuters

  8. Venezuelanos têm casas danificadas após ataques dos EUA

    Casa danificada em Caracas

    Crédito, Reuters

    Ainda não está claro exatamente quantas pessoas ficaram feridas ou morreram quando os Estados Unidos realizaram sua operação militar na Venezuela, nas primeiras horas da madrugada de sábado.

    Mas, um dia depois, as consequências são evidentes para os moradores.

    Casas na cidade de Catia La Mar, perto de Caracas, capital da Venezuela, ficaram danificadas e destruídas, segundo a agência de notícias Reuters.

    Jonatan Mallora, mototaxista, e seu vizinho Angel Alvarez, vendedor ambulante, disseram à Reuters que acordaram no sábado quando as explosões começaram em sua comunidade.

    “Foi pura sorte eles não terem matado meus filhos”, afirma Mallora. Ele e seus dois filhos adultos escaparam ilesos.

    Já Alvarez contou à Reuters que não sabia o que fazer ao ouvir o barulho ensurdecedor das explosões. “Estamos vivos por um milagre”, disse.

  9. União Europeia pede calma e moderação para evitar 'escalada da situação'

    Kaja Kallas

    Crédito, Getty Images

    A União Europeia faz um apelo à calma e à moderação de todos os atores para evitar uma escalada da situação após a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela.

    Em uma nova declaração da alta representante da UE para Assuntos Exteriores, Kaja Kallas, assinada por todos os Estados-membros do bloco, com exceção da Hungria, afirma-se que “deve ser respeitado o direito do povo venezuelano de determinar o seu próprio futuro”.

    “Respeitar a vontade do povo venezuelano continua sendo o único caminho para que a Venezuela restaure a democracia e resolva a crise atual”, acrescenta o comunicado. Até o momento, a representação da Hungria junto à UE não se pronunciou sobre os motivos pelos quais o país não assinou a declaração.

  10. 'Um ponto de inflexão na história da Venezuela': Edmundo González faz primeiro pronunciamento

    Edmundo González

    Crédito, Getty Images

    Edmundo González, líder da oposição venezuelana e reconhecido pelos Estados Unidos e por outros governos como presidente eleito da Venezuela, afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais que a captura de Nicolás Maduro marca “um ponto de inflexão” na história recente do país.

    “Este momento representa um passo importante, mas não suficiente”, disse González. Segundo ele, a normalização do país só será possível com a “libertação imediata e incondicional de todos os presos políticos” e com o respeito “sem ambiguidades” à vontade popular expressa nas últimas eleições, que a oposição afirma ter tido atas fraudadas.

    González também afirmou que, embora a saída de Maduro do país e sua submissão à Justiça configurem “um novo cenário político”, isso “não substitui as tarefas fundamentais que ainda temos pela frente”.

    Ele fez ainda um apelo direto às Forças Armadas e aos órgãos de segurança do Estado. “Seu dever é cumprir e fazer cumprir o mandato soberano expresso em 28 de julho de 2024”, afirmou ele, que atualmente está na Espanha.

  11. Audiência de Maduro amanhã deve ser apenas processual

    Maduro e sua esposa devem fazer sua primeira aparição em um tribunal federal nesta segunda-feira (5/1).

    O comparecimento será principalmente de caráter processual e marca o início do que pode ser uma batalha judicial que se estenda por anos.

    A audiência está marcada para começar às 12h (às 14h no horário de Brasília) no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Manhattan.

    O casal comparecerá diante do juiz distrital Alvin K. Hellerstein, indicado ao cargo pelo então presidente Bill Clinton.

    Maduro foi denunciado em um processo criminal por tráfico de drogas que o governo federal dos EUA vem conduzindo há 15 anos, período no qual Maduro figura como réu há seis deles.

    Hellerstein supervisiona o caso há mais de uma década e também atuou em outros processos de grande repercussão.

  12. Divididos, países latino-americanos encerram reunião sem declaração conjunta sobre Venezuela

    A reunião ministerial extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) sobre o ataque dos Estados Unidos à Venezuela terminou sem acordo para uma declaração unificada.

    Segundo fontes do Itamaraty, isso já era esperado, devido às fortes divisões que existem hoje na região.

    Argentina e Paraguai, dois países que apoiaram a queda de Nicolás Maduro, participaram da reunião a nível técnico, ou seja, sem a presença dos seus chanceleres.

    Já o Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que reforçou a posição do presidente Lula de condenação do ataque americano e da captura de Maduro.

    Mais cedo, o Brasil também divulgou uma nota conjunta com Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha criticando a "gravidade dos eventos ocorridos na Venezuela" após a intervenção dos EUA no país sul-americano — embora esse fato não seja diretamente citado no comunicado.

    O texto repudia "as ações militares executadas unilateralmente no território da Venezuela", as quais iriam de encontro a "princípios fundamentais do direito internacional" consagrados pela Carta das Nações Unidas — mais especificamente a proibição da ameaça e do uso da força e o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados.

    "Essas ações criam um precedente extremamente perigoso para a paz, para a segurança regional e colocam a população civil em risco", diz a nota conjunta.

  13. O que aconteceu até agora hoje

    Se você está chegando agora à nossa cobertura ao vivo, aqui está um resumo do que aconteceu até agora hoje, um dia depois de os Estados Unidos ordenarem um ataque militar na Venezuela e capturarem o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, levando-os a Nova York para enfrentar acusações relacionadas a narcoterrorismo e armas.

    • Na madrugada de domingo, vimos as primeiras imagens e vídeos da destruição na Venezuela provocada pelos ataques dos EUA. Ainda não está claro quantas pessoas podem ter ficado feridas ou morrido.
    • O papa Leão 14 falou pela primeira vez e ressaltou a importância de “garantir a soberania” da Venezuela.
    • O secretário de Estado Marco Rubio falou com vários veículos de imprensa nesta manhã e foi questionado se os EUA estão governando a Venezuela. Ele respondeu que os Estados Unidos estão “conduzindo a direção” que faz as coisas avançarem.
    • Ele também foi perguntado se considera que a presidente interina Delcy Rodríguez é agora a presidente legítima da Venezuela e evitou responder diretamente, dizendo que “não se trata do presidente legítimo”, já que os EUA não consideram legítimo o regime em vigor.
    • Em outra entrevista, o secretário de Estado foi questionado sobre por que os EUA não prenderam outros membros do regime de Maduro. “É muito simples”, respondeu Rubio. “Você não vai entrar e sair prendendo todo mundo”, afirmando que eles “capturaram a principal prioridade”.
    • O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou na televisão nacional que o Exército deu apoio à vice-presidente Delcy Rodríguez para atuar como presidente interina.
    • Enquanto isso, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer a um tribunal federal em Manhattan na segunda-feira, segundo informou um porta-voz do tribunal no domingo. Atualmente, ambos estão detidos no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn.
  14. Moradores de Caracas em clima de incerteza

      • Author, Kristina Volk
      • Role, Serviço Mundial da BBC
    Pedestres e motociclistas em rua de Caracas

    A BBC conversou com dois moradores de Caracas sobre o clima sentido pela população da capital venezuelana.

    Alirio conta que, no sábado, foi acordado por fortes explosões. Na manhã deste domingo, saiu para dar uma volta de carro pelo seu bairro.

    "Está tudo calmo agora", relata ele, que foi ao mercado comprar comida.

    Com dois filhos para cuidar, ele diz não saber o que acontecerá a seguir no país, mas acredita que os venezuelanos não "se voltarão uns contra os outros".

    Segundo Alirio, os comerciantes estão se esforçando para manter seus estabelecimentos abertos e não cobrar preços abusivos.

    "As coisas estão voltando ao normal aos poucos".

    O venezuelano diz esperar que seu país "floresça e prospere".

    "O isolamento do mundo é uma das coisas mais prejudiciais que aconteceram a este país. Espero que o mundo venha à Venezuela", afirma Alirio.

    Já Tomás (nome fictício) desabafa sobre as dúvidas surgidas diante das declarações de Trump sobre os planos para governar a Venezuela.

    "Muitas pessoas ainda estão confusas com o discurso do presidente Trump", contou o venezuelano, para quem seu país agora entra na "fase mais perigosa".

    Ele teme que uma transição pacífica seja difícil após três décadas de um "regime totalitário implacável".

    E se não houver uma transição pacífica, o que pode acontecer é "bem conhecido", afirma Tomás.

  15. Em que posição fica a Nobel da Paz María Corina Machado?

    María Corina Machado

    Crédito, Getty Images

    Daniel García Marco

    Editor da BBC News Mundo

    Entre os muitos fatos que surpreenderam no sábado, estiveram as declarações de Donald Trump sobre María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela e vencedora do Prêmio Nobel da Paz.

    Trump deu detalhes da prisão de Nicolás Maduro e disse que os Estados Unidos vão dirigir a Venezuela. Falou em transição, mas não mencionou eleições nem os líderes da oposição venezuelana.

    Segundo ele, Delcy Rodríguez, aliada de Maduro, assumiria a presidência. Confirmou que houve mudança de líder, mas não de governo. Trump foi então questionado sobre Machado.

    Mas o presidente dos EUA surpreendeu ao afirmar que a Nobel da Paz não tem o apoio nem o respeito da maioria dos venezuelanos. A oposição vem há anos pedindo e lutando para derrubar Maduro e o governo chavista. Trump atendeu apenas à primeira dessas demandas.

    Então, em que posição ficam Machado e a oposição? A líder está em Oslo, após deixar o país para receber o Nobel. Já Edmundo González, que muitos consideram presidente eleito após as eleições de 2024, manteve silêncio no sábado e continua na Espanha.

    A esperada transição almejada pela oposição, por ora, não será liderada nem por Machado nem por González. Trump vai conduzi-la, com Delcy Rodríguez como presidente interina.

    Com isso, Trump garante para si uma transição ordenada e estável, que impeça a migração de mais venezuelanos.

    É provável que ele exija contratos petrolíferos para empresas norte-americanas — algo que pode ser viabilizado por meio de leis aprovadas por um novo Parlamento, que toma posse nesta segunda-feira, 5 de janeiro, e é controlado pelo oficialismo.

    Por enquanto, porém, não se fala em eleições nem na oposição assumir a liderança do país, como indicaram as urnas em julho de 2024. Maduro já não está no poder. Mas a mudança de regime que a oposição busca há anos ainda não chegou.

  16. A revista, Trump diz que Rodríguez 'pagará um preço muito alto' se 'não fizer o que é certo'

    Em entrevista à revista americana The Atlantic, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tomar medidas contra a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

    "Se ela não fizer o que é certo, pagará um preço muito alto, provavelmente maior do que Maduro", disse ele à revista.

    Sobre o futuro da Venezuela, o republicano afirmou: "Uma mudança de regime, ou qualquer outro nome que se queira dar, é melhor do que a situação atual. Não dá para piorar".

    Trump em pé, com olhar sério em frente a bandeira e fundo azul

    Crédito, EPA

  17. Maduro e esposa devem comparecer a tribunal em NY nesta 2ªf

    Acabamos de receber uma atualização da nossa parceira nos Estados Unidos, a emissora CBS News.

    O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa, Cilia Flores, devem comparecer a um tribunal federal de Manhattan, em Nova York, nesta segunda-feira (05/01), segundo um porta-voz da Corte.

    A audiência está marcada para as 12h, horário local (14h em Brasília), informou o porta-voz.

  18. 'Trump disse à presidente interina da Venezuela para liderar ou sair do caminho'

    Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA

    Crédito, EPA

    Donald Trump está mantendo conversas com a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, sobre a condução do país, afirmou Kristi Noem, secretária do Departamento de Segurança Interna dos EUA.

    Ela disse à Fox News que as conversas “são muito diretas e muito claras”. “Ou você lidera, ou sai do caminho. Não vamos permitir que continuem a minar a influência americana”, afirmou.

    Questionada sobre a possibilidade de Maduro ser extraditado após o julgamento, Noem respondeu: “Acho que precisamos ver como as coisas se desenrolam e deixar o processo seguir seu curso.”

  19. Integrantes da equipe de segurança de Maduro morreram no ataque, diz ministro da Defesa da Venezuela

    O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, afirmou em pronunciamento que integrantes da equipe de segurança de Maduro, assim como “cidadãos inocentes”, morreram durante a operação dos EUA na madrugada de sábado.

    Ele acusou as forças norte-americanas de “assassinarem a sangue-frio”, sem informar o número de mortos, suas identidades ou outros detalhes.

    Padrino declarou que “o presidente e a primeira-dama estão sequestrados” e exigiu sua “rápida libertação”. Ele afirmou ainda que Maduro é “o autêntico e genuíno líder constitucional” da Venezuela.

    Mais cedo, o o jornal The New York Times informou que um complexo de apartamentos foi atingido e que houve ao menos 40 vítimas — embora não esteja claro se são civis ou alvos militares. A BBC não conseguiu verificar essas informações de forma independente.

  20. Delcy Rodríguez, a poderosa sucessora de Maduro na Venezuela

    Delcy Rodríguez,

    Crédito, Getty Images

    A captura de Nicolás Maduro pelas forças militares dos EUA colocou todos os olhos sobre Delcy Rodríguez, a vice-presidente escolhida pelo mandatário como seu braço direito.

    No final da tarde de sábado (3/01), a Suprema Corte determinou que Rodríguez assumisse a chefia do Estado diante da "ausência forçada" de Maduro.

    Com a nomeação de Rodríguez como presidente interina, o tribunal lhe concede o poder de liderar "a defesa da soberania" e "preservar a ordem constitucional" da Venezuela.

    Entenda nesta reportagem quem é Delcy Rodríguez e como ela ficou tão poderosa no chavismo.