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Atualizado às: 30 de dezembro, 2005 - 18h43 GMT (16h43 Brasília)
 
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China aprova entrada de bancos no mercado de câmbio
 
Ruas de Pequim
Abertura do setor bancário é parte da negociação de entrada da China na OMC
A China aprovou nesta sexta-feira a entrada de 13 bancos estrangeiros e nacionais no mercado de câmbio, em mais uma iniciativa para flexibilizar o seu sistema cambial.

O governo chinês planeja introduzir um sistema de câmbio com operação do mercado para o yuan no início de 2006, permitindo que a moeda flutue de forma mais livre em relação a outras moedas estrangeiras.

Entre os bancos estrangeiros que teriam sido autorizados a operar no mercado de câmbio estão HSBC, Citigroup, ABN Amro e Standard Chartered.

Para críticos, o controle do governo sobre o mercado de câmbio na China vem mantendo o yuan desvalorizado, o que torna as exportações chinesas artificialmente mais baratas, prejudicando a balança comercial de outros países.

Intervenção

Em meados deste ano, a China começou a mudar sua política cambial e permitiu que o yuan se valorizasse em 2,1%, acabando com com sua indexação fixa em relação ao dólar.

A moeda pode agora se valorizar ou se depreciar em 0,3% ao dia em relação a uma cesta de moedas, incluindo o iene japonês e a libra britânica.

No entanto, a intervenção do governo fez com que o yuan se apreciasse apenas 0,48% desde a sua valorização.

O governo da China diz que a introdução de operadores do mercado de câmbio, que precisam negociar o yuan dentro de cotações para compra e venda determinadas, vai limitar o espaço que tem para intervenções no mercado de câmbio.

Consórcio

A imprensa na China diz que um consórcio liderado pelo Citigroup deu um lance bem-sucedido de 24,1 bilhão de yuans (US$ 3 bilhões) pelo controle do Banco de Desenvolvimento de Guangdong.

O negócio envolve 85% do banco estatal, e o Citigroup passa a deter 50% de participação, com o restante dividido entre diversos parceiros chineses.

Com esse acordo, o Citigroup seria o primeiro grupo estrangeiro a comprar o controle de um banco estatal chinês.

Tal negócio precisaria ser aprovado pelo governo da China, que limitou em 20% o limite de participação de investimento estrangeiro em bancos chineses.

Dentro dos termos de sua entrada para a Organização Mundial do Comércio, a China é obrigada a abrir seu setor bancário à competição estrangeira.

 
 
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