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Atualizado às: 08 de novembro, 2005 - 14h17 GMT (12h17 Brasília)
 
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China e EUA fecham acordo sobre produtos têxteis
 
Trabalhadora chinesa
Exportações chienesas dispararam após fim de quotas
Os Estados Unidos e a China anunciaram nesta terça-feira a assinatura de um acordo para encerrar uma longa disputa comercial na área de produtos têxteis.

O representante comercial dos Estados Unidos, Rob Portman, disse que o acordo é justo para ambas as partes, mas o ministro do Comércio da China, Bo Xilai, disse que seu país estava esperando algo mais.

O acordo segue entendimento parecido a que a China chegou com a União Européia neste ano.

A disputa comercial entre chineses e americanos começou em janeiro, quando as exportações de têxteis da China dispararam com o fim de um sistema global de quotas que estava em vigor havia alguns anos.

Concessões

Com o novo acordo, as exportações de produtos têxteis chineses para os Estados Unidos vão poder aumentar entre 8% e 10% em 2006, 12,5% em 2007 e entre 15% e 16% em 2008.

Os aumentos são superiores ao teto temporário de 7,5% imposto pelo governo americano neste ano sob o sistema de salvaguardas da Organização Mundial do Comércio (OMC) que permite adoção de medidas temporárias de proteção à indústria doméstica de um país.

Portman disse que o acordo foi resultado de muito trabalho e boa-fé nas negociações.

"Eu acho que o acordo têxtil mostra nossa capacidade de resolver disputas comerciais difíceis de uma forma que beneficia ambos os países", disse ele.

Bo a princípio disse que o acordo era uma situação "ganha-ganha", mas depois pareceu indicar que não achava que os americanos haviam feito concessões suficientes.

A China queria que os limites à entrada de seus produtos têxteis no mercado americano terminassem em 2007, e não em 2008.

"Ainda ficou bem longe de nossas expectativas originais", disse Bo.

As exportações de produtos têxteis da China para os Estados Unidos aumentaram mais de 50% nos primeiros oito meses do ano, alcançando US$ 17,7 bilhões (US$ 39 bilhões).

 
 
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