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Atualizado às: 23 de junho, 2004 - 14h13 GMT (11h13 Brasília)
 
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Argentina suspende importação de carne brasileira
 

 
 
Doença afeta bovinos, suínos e ovinos
Doença afeta bovinos, suínos e ovinos
A Argentina suspendeu a importação de carne de animais suscetíveis à febre aftosa por causa da descoberta de um foco da doença no Pará, na semana passada.

Segundo o Serviço Nacional e Qualidade Agroalimentária (Senasa), a duração da suspensão dependerá das medidas sanitárias e das investigações epidemiológicas a serem conduzidas pelo Brasil.

A Argentina é o segundo país a suspender as compras de carne brasileira desde a descoberta do novo foco, o primeiro a surgir no Brasil em 34 meses. Na semana passada, a Rússia já havia interrompido as suas compras de carne brasileira. Autoridades brasileiras já estariam negociando a suspensão do embargo com representantes russos.

A Argentina importa uma quantidade pequena de carne bovina brasileira, 23 toneladas, segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec). A Rússia, por exemplo, importa 29 mil toneladas.

O Brasil é hoje o maior exportador de carne bovina do mundo.

Zona livre

A avaliação inicial de técnicos no assunto indicava que o novo foco não prejudicaria as exportações brasileiras porque a área afetada, o município de Monte Alegre, já está fora da zona livre de febre aftosa.

A carne do município já não era destinada à exportação justamente por se tratar de uma área de risco.

A zona livre faz parte da política das autoridades brasileiras para delimitar áreas seguras para a exportação de carne.

Altamente contagiosa, a febre aftosa ataca todos os animais "de casco fendido", inclusive bovinos, suínos e ovinos.

Embora não haja sinais de que o consumo da carne prejudique a saúde humana, países como Estados Unidos e Japão não importam carne fresca do Brasil e outros importadores só compram carne brasileira vindas de áreas declaradas livres da doença.

O objetivo do Ministério da Agricultura era erradicar a doença no país até o ano que vem.

A meta firmada em toda a América do Sul é de erradicar a febre aftosa até 2009, mas o Brasil resolveu adotar metas mais rígidas.

Para a consultoria Global Briefing, no entanto, para atingir essa meta, o governo terá de ampliar a campanha de vacinação em Estados mais isolados, menos importantes para a exportação.

Além disso, a descoberta do novo foco adia em pelo menos um ano o pedido de reconhecimento da Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) de "país livre de febre aftosa com vacinação". O plano inicial era obter o certificado em maio de 2005.

De acordo com o Ministério da Agricultura, 88% do rebanho do país, cerca de 182 milhões de cabeças de gado, estão nas zonas identificadas como livre de febre aftosa com o uso de vacinação.

 
 
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