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Atualizado às: 22 de março, 2004 - 19h00 GMT (16h00 Brasília)
 
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FMI aprova revisão de acordo com Argentina
 
Roberto Lavagna
Ministro argentino da Economia vai voltar a negociar com credores privados
O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional aprovou por unanimidade a segunda revisão do acordo com a Argentina e concordou em liberar US$ 3,1 bilhões imediatamente para o país.

Na última revisão do FMI em janeiro, oito países, incluindo a Itália, a Grã-Bretanha e o Japão, se abstiveram de votar na aprovação de liberação de dinheiro novo para a Argentina.

O gesto foi um protesto contra a forma com que o governo argentino estava lidando com os credores privados, que detêm cerca de US$ 88 bilhões dos títulos do país que deixaram de ser pagos com a moratória.

Desta vez, de acordo com participantes da reunião, não houve abstenções.

Bolsas

Os 24 membros do Conselho Executivo do FMI, presidido pela diretora-gerente em exercício, Anne Krueger, avaliou que a Argentina atingiu as metas estipuladas em setembro, quando recebeu um empréstimo de US$ 13,3 bilhões para ajudar o país a se recuperar da maior moratória de dívida externa já ocorrida no mundo, em 2001.

As bolsas argentinas fecharam em alta recorde na sexta-feira, na expectativa da aprovação.

O presidente argentino, Nestor Kirchner, já se dizia confiante, afirmando que o país cumpriu todas as obrigações para ter a revisão aprovada.

Credores

De acordo com o jornal Clarín o ministro da Economia, Roberto Lavagna, se comprometeu a acelerar as negociacões com os credores que ainda estão insatisfeitos.

A proposta argentina de reestruturação do débito, prevendo a redução do valor de face dos títulos em 75% foi rejeitada pelos credores privados.

A aprovação também teria sido facilitada com o pagamento por parte da Argentina da parcela de US$ 3,1 bilhões de dólares devida ao Fundo. Na última sexta-feira, o governo argentino pagou US$ 330 mil ao FMI de uma parcela de um acordo anterior com o Fundo.

O FMI devolverá nesta terça-feira os US$ 3,1 bilhões para a Argentina.

Condição

No dia 10 de março, o governo argentino concordou em voltar a negociar com um grupo de credores privados sob a condição de aprovação da liberação de uma parcela de US$ 3,1 bihões para o país. A segunda parcela de um programa de três anos.

"A Argentina é mestre na arte em fazer somente o suficiente para continuar levando", disse uma fonte do FMI à agência France Press.

A aceitação da negociação por parte dos argentinos parece ter apaziguado os sócios do FMI.

A Itália e a Suécia, que se abstiveram nas últimas reuniões, deram sinais na semana passada de que iriam votar a favor da revisão na reunião desta segunda-feira, mas disseram esperar a implementação rigorosa das metas revisadas.

A mensagem dos Estados Unidos na reunião desta segunda era considerada crucial, já que o país é o maior e mais influente sócio do FMI. Os americanos consideraram que o último acordo contem concessões importantes por parte dos argentinos para garantir progressos.

 
 
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