BBCBrasil.com
70 anos 1938-2008
Español
Português para a África
Árabe
Chinês
Russo
Inglês
Outras línguas
 
Atualizado às: 08 de março, 2004 - 23h23 GMT (20h23 Brasília)
 
Envie por e-mail Versão para impressão
Argentina avalia possível moratória com o FMI
 

 
 
Dólares
Se não pagar o FMI, a Argentina não poderá contrair novos empréstimos com o Bid ou o Bird
A Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) vivem horas decisivas antes do vencimento, nesta terça-feira, de uma parcela da dívida do país com o organismo multilateral de crédito.

Se não pagar no prazo os US$ 3,1 bilhões que deve, a Argentina estará tecnicamente em moratória com o FMI.

No início da noite desta segunda-feira, o presidente argentino, Néstor Kirchner, iniciou uma reunião com sua mulher, a senadora Cristina Fernández de Kirchner, com o chefe de gabinete da Casa Rosada, Alberto Fernández e com o ministro da Economia, Roberto Lavagna.

Eles avaliaram os próximos passos a serem tomados depois que, em uma reunião nos Estados Unidos nesta segunda, o G-7 (grupo que reúne os sete países mais ricos do mundo) não deu nenhum sinal favorável à Argentina.

Mais cedo, Lavagna havia telefonado para todos os representantes do G-7, pedindo apoio a segunda revisão do acordo em vigor, assinado em setembro passado.

Comunicado

Kirchner e os outros presentes à reunião também estariam decidindo uma possível reação a um comunicado divulgado pelo FMI, também nesta segunda-feira.

Nele, o Fundo, segundo a imprensa local, mantinha as exigências que surgiram nas últimas horas. Entre elas, a determinação de que Kirchner assine um decreto formalizando a criação de um comitê de bancos que renegociará o pagamento da moratória argentina de dezembro de 2001, que afetou os credores que investiram nos títulos públicos do país.

O presidente reiterou que não irá determinar este pagamento, que representa 20% das reservas do Banco Central, caso o Fundo não dê garantias de que a revisão será aprovada e parte do dinheiro devolvido aos cofres do país, como previsto.

"Eu já disse tudo o que tinha para dizer sobre este assunto. Não mudei minha decisão", afirmou nesta segunda-feira o Presidente.

Difícil previsão

Ouvidos pela BBC Brasil, o ex-negociador da dívida argentina Horácio Liendo e o economista Miguel Kiguel, da consultoria Nuverse, afirmaram que é difícil prever se a Argentina pagará ou não o FMI.

"Na dúvida, diante da possibilidade de novo calote, o presidente (Luiz Inácio) Lula da Silva preferiu adiar o encontro que teria com Kirchner nesta quarta-feira", disse Liendo.

"Não seria bom para o Brasil que Lula estivesse a seu lado um dia depois de nova moratória."

Segundo analistas, se não pagar o que deve ao FMI, a Argentina não poderá contrair novos empréstimos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (Bird).

Fontes do Fundo afirmaram à BBC Brasil que os países do G-7, cujo apoio é decisivo nas resoluções do fundo, já não têm mais a "boa vontade" de antes com a Argentina.

 
 
NOTÍCIAS RELACIONADAS
 
 
LINKS EXTERNOS
 
A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados.
 
ÚLTIMAS NOTÍCIAS
 
 
Envie por e-mail Versão para impressão
 
Tempo | Sobre a BBC | Expediente | Newsletter
 
BBC Copyright Logo ^^ Início da página
 
  Primeira Página | Ciência & Saúde | Cultura & Entretenimento | Vídeo & Áudio | Fotos | Especial | Interatividade | Aprenda inglês
 
  BBC News >> | BBC Sport >> | BBC Weather >> | BBC World Service >> | BBC Languages >>
 
  Ajuda | Fale com a gente | Notícias em 32 línguas | Privacidade