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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 20h08 GMT (18h08 Brasília)
 
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Brasil e EUA prometem posições mais flexíveis em Miami
Miami
O acesso a mercados deve dominar as discussões em Miami
 

Ministros do comércio exterior dos 34 países que negociam a criação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) se reúnem em Miami a partir deste domingo em clima de otimismo moderado.

Depois de semanas de duras declarações entre Estados Unidos e Brasil - os co-presidentes da Alca -, os principais negociadores dos dois países se comprometeram a assumir posições mais flexíveis durante uma reunião em Washington, na sexta-feira, dia 7 de novembro.

No entanto, a reunião de Miami vai discutir questões ainda sensíveis, como o acesso a mercados, isto é, as condições de entrada dos produtos nos países que vão formar a Alca.

Segundo o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, ainda poderá haver novos impasses nessa área.

Acesso

O Brasil aceita que as negociações sobre subsídios agrícolas e legislação antidumping sejam feitas na Organização Mundial do Comércio (OMC), como queria os Estados Unidos.

Também para atender os Estados Unidos, o Brasil abriu mão de transferir as discussões sobre regras de comércio nas áreas de serviços, investimentos, compras governamentais e propriedade intelectual.

Mas os negociadores brasileiros não aceitam que esses temas sejam parte integral das discussões da Alca e querem que sejam discutidos apenas pelos países que aceitarem essa proposta dos Estados Unidos.

O Brasil também quer compensações por ter se tornado mais flexível.

Entre elas, uma oferta generosa dos Estados Unidos no chamado acesso a mercados, isto é, no cronograma de redução de tarifas para entrada de produtos no mercado americano.

Na saída do encontro que teve com o representante de comércio exterior dos Estados Unidos, Robert Zoellick, o ministro Amorim disse que se houver intenção de penalizar os países na área de acesso a mercados, poderá se "voltar a um impasse".

 
 
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