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Atualizado às: 14 de setembro, 2003 - 00h29 GMT (21h29 Brasília)
 
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Divulgado rascunho da Declaração de Cancún
 

 
Cancun
Abertura da reunião da OMC em Cancún foi marcada por vários protestos

O presidente dos trabalhos da Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), Luis Ernesto Derbez, anunciou que o rascunho da Declaração de Cancún foi finalizado neste sábado.

O texto contempla todas as áreas discutidas no encontro incluindo a de agricultura, o principal ponto de discórdia entre países desenvolvidos e países em desenvolvimento.

O rascunho prevê que os subsídios concedidos pelos países desenvolvidos ao setor de agricultura terão que ser eliminados gradualmente apenas para "produtos de especial interesse dos países em desenvolvimento".

O esboço do documento sugere também que uma lista destes produtos deve ser estabelecida em um período a ser negociado entre as partes.

A proposta fica muito aquém da ambição do G-21, grupo de países em desenvolvimento liderado pelo Brasil.

Reclamação

O G-21 esperava garantir a eliminação gradual dos subsídios à exportação dentro da atual rodada de liberalização do comércio prevista para terminar em 2004.

Mas o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, negou que o texto-base para a negociação seja uma derrota do G-21.

"O documento está muito longe de chegar onde desejamos, mas houve algumas aberturas", disse.

Amorim fez questão de ressaltar que se os avanços foram poucos, o texto ainda pode ser modificado para se tornar aceitável.

Já o ministro do Desenvolvimento Agrário, Miguel Rosseto, foi menos diplomático. Ele achou o texto "ruim" e disse que "reflete o imperialismo do mundo lá fora".

Pelo menos no que diz respeito à questão dos subsídios à exportação, o rascunho está de acordo com as propostas até agora defendidas pela União Européia e pelos Estados Unidos.

Na sexta-feira, representantes europeus e americanos reclamaram por não receber dos países em desenvolvimento uma lista de produtos prioritários que segundo eles, haviam solicitados em repetidas ocasiões.

Neste sábado, o G-21 sofreu sua primeira "baixa": El Salvador saiu do grupo.

Em compensação, o bloco dos países em desenvolvimento ganhou a adesão da Nigéria.

 
 
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