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Atualizado às: 01 de agosto, 2003 - 06h23 GMT (03h23 Brasília)
 
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Senado dos EUA aprova livre comércio com Chile
 
 
 
Colheita de uvas para vinho no Chile
Vinho chileno deve ser um dos produtos beneficiados

O Senado dos Estados Unidos aprovou na quinta-feira os tratados de livre comércio do país com o Chile e com Cingapura.

Os dois acordos - que já haviam recebido o aval da Câmara dos Representantes há uma semana - foram os primeiros a ser fechados pela administração Bush usando o conjunto de leis conhecido como "Fast Track", que tem o objetivo de facilitar acordos comerciais.

O mecanismo estabelece que o Congresso deve aprovar ou rejeitar os projetos de acordos que lhe são submetidos na íntegra, ou seja, sem poder fazer emendar.

O Senado aprovou o acordo do Chile por 66 votos contra 31 e o de Cingapura por 66 a 32, e agora o presidente George W. Bush tem dez dias para promulgá-los.

"As amplas margens de vitória mostram que quando há acordos de real livre comércio com benefícios tangíveis para empresários, trabalhadores e consumidores, o Congresso apóia a abertura de mercado", afirmou o representante de Comércio americano, Robert Zoellick.

Críticos dos acordos dentro dos Estados Unidos alegam que, com a economia do país em dificuldades, a última coisa da qual os americanos precisam é a entrada maciça de produtos e serviços baratos vindos de fora.

Chile

Cingapura é um dos principais parceiros comerciais dos Estados Unidos - a balança comercial entre os dois países registra cerca de US$ 40 bilhões ao ano.

No caso do Chile, o acordo está sendo visto como um reconhecimento das políticas de livre mercado adotadas nos últimos anos.

De fato, os termos do acordo - que deve elevar o comércio bilateral de US$ 3,6 bilhões para US$ 5 bilhões ao ano - estavam estabelecidos desde fevereiro deste ano.

O adiamento foi atribuído ao desgaste nas relações entre os dois países por causa da oposição chilena à guerra contra o Iraque.

Para o embaixador do Chile em Washington, Andrés Bianchi, a aprovação significa que o seu país se incorpora “a um clube muito seleto, que tende a melhorar a imagem financeira do país e reduzir os custos do financiamento externo”.

Mas, antes que entre em vigor - o que está previsto para o início do ano que vem - os Parlamentos do Chile e de Cingapura também terão que aprovar a proposta.

No Chile, a expectativa é que o Congresso aprove o acordo no mês de setembro.

Alca

Acredita-se que a aprovação da proposta é importante porque ela poderá servir como modelo para acordos semelhantes com outros países.

Um exemplo seria o acordo que está sendo estudado entre os Estados Unidos e um grupo de países da América Central. Também os acordos previstos com a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas) poderão se espelhar nos aprovados pelo Legislativo em Washington.

Os acordos fechados com Chile e Cingapura representam o livre comércio da maior parte dos produtos e serviços, além de estabelecer um mecanismo para resolução de conflitos comerciais e lançar legislação para proteção de propriedades intelectuais.

Atualmente, apenas quatro países têm acordos semelhantes com os Estados Unidos: o Canadá e o México – parceiros americanos no Nafta (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), Jordânia e Israel.

 
 
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