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Atualizado às: 09 de outubro, 2006 - 17h02 GMT (14h02 Brasília)
 
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Novo tratamento pode baixar recorrência de tumor no reto
 
Médico observando radiografias
No Brasil, 25 mil casos de câncer de intestino surgem a cada ano
Um novo método para tratamento de tumor de intestino pode diminuir as chances de recorrência da doença para até 1%.

Cientistas descobriram que o uso de radioterapia antes da cirurgia para remoção do tumor aumenta significativamente as chances de sobrevivência do paciente.

O estudo do instituto britânico Conselho de Pesquisa Médica analisou testes de 1.350 pacientes na Grã-Bretanha, Canadá, África do Sul e Nova Zelândia.

A pesquisa se concentrou nos pacientes que tinham câncer no reto. Os resultados foram apresentados no Instituto Nacional de Pesquisas sobre o Câncer da Grã-Bretanha.

Cerca de 13 mil novos casos desse tipo de tumor de intestino – mais de um terço do total desse tipo de câncer – ocorrem todos os anos na Grã-Bretanha.

No Brasil, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer, surgem 25 mil novos casos anuais de câncer de cólon e reto.

No mundo todo, estima-se que cerca de 500 mil pessoas sejam vitimadas pelo câncer no intestino, de acordo com a Agência Internacional para Pesquisa do Câncer.

Remoção

Normalmente, quando o tumor é diagnosticado, cerca de 15 cm de tecido são retirados em uma cirurgia.

Mas o que os médicos não têm como garantir é que todas as células doentes são retiradas com a cirurgia, deixando espaço para um retorno da doença – freqüentemente de uma maneira incurável.

Os testes realizados foram chamados de CR07 e compararam pacientes que receberam radioterapia antes da cirurgia e aqueles que receberam o tratamento de maneira seletiva, após a remoção.

Para o primeiro grupo, cinco aplicações diárias de radioterapia foram utilizadas nas duas semanas anteriores à remoção.

O segundo grupo fez a cirurgia antes, e aqueles que ainda apresentavam células cancerosas recebiam uma combinação de radioterapia com medicamentos, durante um período de cinco semanas.

O câncer de intestino retornou antes de cinco anos em uma pessoa em cada 20 no primeiro grupo. Até então, a chance de um paciente permanecer vivo após esse período era de 75%.

No segundo grupo, a recorrência da doença chegou a 17%, e a taxa de sobrevivência depois de cinco anos foi de 67%.

A combinação de cirurgia, com a melhor remoção possível, e radioterapia cortou o risco de recorrência para cerca de 1%.

Mais chances

"Os resultados do CR07 mostram que a aplicação de radioterapia antes da cirurgia de remoção do câncer retal apontam um aumento considerável nas chances do paciente", afirma o oncologista David Sebag-Montefiore, coordenador do estudo.

Rob Glynne-Jones, chefe médico da ONG Bowel Cancer UK e oncologista no hospital Mount Vernon, lembra, no entanto, que é preciso levar em conta os efeitos colaterais da aplicação da radioterapia.

 
 
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