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Atualizado às: 29 de abril, 2004 - 15h43 GMT (12h43 Brasília)
 
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Cientistas testam DNA sintético que atua como um remédio inteligente
 

 
 
Filamento de DNA
Aparelho consiste de uma molécula sintética de DNA e uma enzima
Cientistas israelenses dizem ter desenvolvido aparelhos microscópicos que detectam sinais de câncer e lançam drogas no organismo para tratar a doença.

A técnica ainda está sendo testada em laboratório, mas pode resultar em “clínicas” que ficam instaladas no corpo, captando indícios de doenças e tratando-as automaticamente.

Os aparelhos são tão pequenos que um trilhão deles cabem dentro de um microlitro (um milionésimo de litro).

A pesquisa é liderada por Ehud Shapiro, do Instituto Weizmann, em Rehovot, Israel, e foi publicada na revista Nature.

“O mecanismo é composto de moléculas sintéticas de DNA, que são produzidas de acordo com o nosso design, e de uma enzima natural”, disse Shapiro à BBC.

Ele se parece com uma corrente composta de três filamentos principais.

O primeiro monitora a presença de substâncias que são produzidas por células cancerosas.

Ele funciona como um computador, obedecendo a um algoritmo simples.

Um dos algoritmos testados pelos pesquisadores tem como objetivo diagnosticar a presença de câncer.

Se o segmento “decide” que o câncer está presente, ordena que um segundo segmento ative o terceiro segmento, que é uma droga anti-câncer.

O efeito resultante é a supressão da atividade genética envolvida no câncer.

“A melhor forma de entendermos o mecanismo é pensar que se trata de uma droga inteligente”, disse Shapiro.

“Hoje, nós bombardeamos o corpo com drogas que vão para toda parte e atuam em todos os lugares a qualquer hora”, prosseguiu.

“O que nós desenhamos é uma droga inteligente, que traz codificadas algumas condições para sua liberação, e que será liberada e ativada apenas no momento certo e no local certo quando uma doença for diagnosticada.”

Até o momento, os “computadores biomoleculares”, como os chamou um cientista, só foram testados em tubos de ensaio.

Segundo os pesquisadores, serão necessárias várias décadas de estudos para que possam ser realizados testes com humanos.

 
 
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