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Atualizado às: 26 de março, 2004 - 02h24 GMT (23h24 Brasília)
 
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Circuncidados 'são menos suscetíveis ao HIV'
 
Símbolo da Aids
Uma campanha global de esclarecimento sobre a Aids está em andamento
Um estudo realizado na Índia indica que homens que se submetem à circuncisão têm até seis vezes menos chance de contrair o vírus da Aids que os demais.

Dois mil homens foram analisados na pesquisa, que confirma conclusões anteriores de estudos realizados na África.

De acordo com os cientistas, o tecido do prepúcio (pele que recobre a cabeça do pênis) pode ser altamente suscetível à infecção pelo vírus HIV.

Embora a circuncisão aparentemente diminua a chance de se contrair o vírus HIV, ela não reduziria o risco de se contrair outras doenças sexualmente transmissíveis.

Caso africano

A pesquisa, divulgada pela publicação científica britânica The Lancet, indica que, no grupo pesquisado, não foi detectada uma queda no número de casos de doenças venéreas no grupo sem prepúcio.

Quando a Aids surgiu na África, pesquisadores descobriram que a doença era mais comum no leste e no sul do continente do que no oeste.

Na época, acreditava-se que diferenças no comportamento sexual da população nessas regiões eram a causa da disparidade.

Mas alguns cientistas argumentavam que, como a circuncisão era mais comum na África oriental, essa poderia ser a razão – e a última pesquisa confirmaria essa hipótese.

Pesquisadores acreditam que o prepúcio tem células que são mais vulneráveis à ação do HIV.

 
 
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