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Atualizado às: 26 de dezembro, 2003 - 10h33 GMT (08h33 Brasília)
 
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Microsoft quer que remetentes "paguem" por spam
Spam
Bilhões de e-mails com lixo eletrônico são enviados diariamente
 

Um grupo de pesquisadores da Microsoft desenvolveu um projeto que pode solucionar, ou pelo menos amenizar, o problema do lixo eletrônico na internet.

O projeto, batizado de Penny Black, é baseado na idéia que revolucionou o sistema de postagem de cartas britânico nos anos 1830: a criação de um selo que transferiu os custos da emissão da carta para os remetentes.

A idéia é que os remetentes de e-mails paguem por isso, e os que recebem não.

"A idéia básica que estamos tentando desenvolver é tornar possível o remetente pagar pelo e-mail que ele enviar", explicou Ted Wobber, do grupo de pesquisa da Microsoft (MSR).

O pagamento pelo envio de lixo eletrônico, também chamado de spam, não seria feito em dinheiro vivo, mas sim na memória e no poder necessário ao computador para interpretar os quebra-cabeças criptográficos.

"Para cada pedaço de e-mail enviado, tiraria-se entre 10 e 20 segundos de energia do computador ", explica Wobber.

O grupo calculou que, se um dia possui 80 mil segundos, uma "taxa eletrônica" de 10 segundos fará com que os remetentes de spam só consigam, no máximo, enviar 8 mil mensagens por dia.

"Hoje, há quem envie milhões de e-mails. Se eles quiserem continuar com isso, terão que investir em máquinas muito mais sofisticadas", acredita o pesquisador.

Como resultado, enviar lixo eletrônico pode se tornar algo custoso no futuro.

Paul Wood, consultor da firma de e mails MessageLabs, aprovou a idéia de transferir os custos para o remetente.

"Um dos problemas fundamentais do spam é que ele não custa nada para ser enviado. Mas o receptor constantemente sofre com congestionamento de sua conexão à internet, perda de tempo e danos à sua máquina", afirma.

Segundo ele, no entanto, para o sistema funcionar é preciso que ele seja mais democrático, e não de propriedade da Microsoft.

 
 
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