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Atualizado às: 14 de novembro, 2003 - 09h43 GMT (07h43 Brasília)
 
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Brasil terá mais de 11 milhões de diabéticos em 2030, diz OMS
Alimentação gordurosa e sedentarismo favorecem desenvolvimento da doença
Alimentação gordurosa e sedentarismo favorecem desenvolvimento da doença
 

O número de pessoas com diabetes no Brasil vai mais do que dobrar até 2030, chegando a 11,3 milhões, segundo previsões divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Os diabéticos no Brasil passarão de 4,6 milhões em 2000 para 11,3 milhões em 2030, um aumento de 148,3% em apenas 30 anos.

No mundo todo, o número de diabéticos deve subir de 176,5 milhões para 370 milhões no mesmo período, um aumento de 109,6%, portanto inferior ao do Brasil.

A doença foi tradicionalmente ligada a países ricos, mas está se tornando mais comum nos países em desenvolvimento, por causa da aumento da expectativa de vida e da adoção de hábitos como a má alimentação e o sedentarismo.

Dia Mundial do Diabetes

"Mesmo enquanto (os países pobres) lutam para lidar com problemas como a Aids, malária e tuberculose, eles também precisam se preparar para lidar com doenças que vêm com a mudança de estilo de vida e o envelhecimento da sua população", afirmou a diretora-assistente da OMS, Catherine Le Gales-Camus.

O diabetes é caracterizado pelo excesso de glicose no sangue devido à incapacidade do organismo de produzir insulina nos níveis suficientes, ou de não produzi-la, no caso do diabetes tipo 1.

As melhores formas de fazer isso seria controlar a ingestão de gorduras e açúcares e fazer exercícios físicos.

Atualmente, uma em cada 20 mortes que é atribuída ao diabetes, segundo a OMS, cujo alerta marca o Dia Mundial do Diabetes.

No entanto, a data também foi marcada pela divulgação de um estudo que vislumbra a cura da doença.

Em trabalho publicado na revista Science, cientistas do Hospital Geral de Massachusetts afirmaram que experimentos com ratos indicaram que o diabetes tipo 1 pode ser revertido.

No que é considerada a forma mais grave da doença, o organismo destrói as células do pâncreas que produzem a insulina e a pessoa precisa injetar doses externas na substância para equilibrar o nível de açúcar no sangue.

Desde 2001, os cientistas vêm simulando essas condições em ratos e realizando experiências que consistem em transplantar células do baço de animais saudáveis para ratos "diabéticos".

Inicialmente, acreditava-se que os ratos precisariam de mais implantes para produzir insulina, mas experimentos mais recentes comprovaram que os animais passaram a produzir a substância sozinhos.

A recuperação dos animais leva os cientistas a acreditar que o mesmo aconteceria com seres humanos, como dizem os cientistas na revista Science.

 
 
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