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Atualizado às: 25 de agosto, 2003 - 09h47 GMT (06h47 Brasília)
 
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Transplante de células-tronco cura cego
 
 
 
Operação consistiu em transplantar células tronco da córnea e do limbo
Operação consistiu em transplantar células tronco da córnea e do limbo

Um homem voltou a enxergar dois anos depois de ser submetido a um transplante de células tronco, segundo um estudo publicado na revista Nature Neuroscience.

Hoje com 45 anos, o californiano Mike May era cego desde os três, quando perdeu um olho e ficou cego do outro em um acidente.

Durante esse período, ele manteve uma certa sensibilidade à luz, mas não conseguia ver formas ou contrastes.

A operação consistiu em transplantar células tronco da córnea (parte do olho que reveste a íris e a pupila) e do limbo (parte transparente do olho por onde a luz entra) para o olho direito de May.

No entanto, o californiano ainda tem dificuldades para enxergar formas complexas e imagens em três dimensões e para reconhecer pessoas e objetos.

Esqui

Antes um exímio esquiador quando cego, May passou a temer o esporte, com medo de bater em alguma coisa.

Antes da operação, ele se guiava por instruções verbais. Depois da operação, começaram a ensiná-lo a estimar o tamanho da montanha pelas formas das sombras.

Mas May não se sente absolutamente confortável com a nova vista.

"A diferença entre hoje e dois anos atrás é que eu tenho mais condições de saber o que eu estou vendo. O que não mudou é que eu continuo adivinhando", afirmou May.

May também começou a ter medo de atravessar a rua, o que fazia normalmente quando era cego.

Pesquisadores acompanharam o pós-operatório de May para observar como ele aprendeu a enxergar novamente.

Eles avaliaram a sua percepção espacial e a maneira de ele perceber forma e imagens tridimensionais.

Cinco meses após a cirurgia, May conseguia perceber movimentos leves de uma barra e já era capaz de reconhecer formas simples como círculos e quadrados.

Passados dois anos, ele consegue ver formas, cor e movimentos quase normalmente, mas sua percepção tridimensional é precária e ele tem dificuldades para reconhecer rostos e objetos.

May identificava apenas um quarto dos objetos que lhe são mostrados.

 
 
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