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Atualizado em: 15 de julho, 2003 - 14h32 GMT (11h32 Brasília)
 
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Para ONG, falta de preservativos inibe combate à Aids
 
 
 
Preservativo
A falta de camisinhas poderia pôr em risco os esforços das ONGs

A organização não-governamental americana Population Action International (PAI) afirmou nesta terça-feira que os países em desenvolvimento precisariam receber 8 bilhões de preservativos gratuitos por ano para combater a disseminação da Aids.

No entanto, estes países recebem apenas um bilhão de camisinhas, número que nos próximos anos pode se tornar irrisório diante da necessidade cada vez maior da região – a ONG calcula que até o fim da década serão necessários 18 bilhões de preservativos por ano.

A denúncia foi feita pela PAI durante uma conferência sobre Aids em Paris, onde também foi divulgado um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre a necessidade também de mais doações de remédios contra a tuberculose.

Segundo a OMS, 8 milhões de pessoas são infectadas pela tuberculose todo ano, e HIV positivos têm maiores chances de se contaminarem.

Índia

A ONG afirmou que a Índia é o país que mais sofre com a tuberculose, com quase 2 milhões de novos casos por ano – um quarto do total mundial.

No entanto, a incidência da doença está acontecendo também na Rússia e na África – que, segundo os especialistas, praticamente não teria casos de tuberculose, não fosse a Aids.

Remédios contra Aids custam na África cerca de US$ 10 por paciente, mas apenas um terço dos doentes tem acesso ao medicamento.

Além da tuberculose, a falta de camisinhas também seria um grave problema na África, já que, segundo a PAI, isso praticamente destrói os esforços no combate à doença.

"Realmente há um déficit de preservativos", reconheceu Aurorita Mendoza, conselheira de vulnerabilidade e prevenção do Programa Conjunto das Nações Unidas contra o HIV/Aids (UNAIDS, na sigla em inglês).

"Mas estimamos a distribuição gratuita mundial entre 6 e 9 bilhões. No entanto, precisamos de algo entre 8 e 24 bilhões."

A solução do problema seria aumentar a verba destinada para este fim.

"Precisamos de mais financiamento dos governos e de apoio da comunidade internacional", disse Mendoza.

 
 
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